Motivos que fazem o seu cabelo cair

Período menstrual

Algumas mulheres costumam ter queda de cabelo mais acentuada durante o período menstrual. Isso pode ter a ver tanto com a flutuação hormonal do período quanto com a perda de sangue (principalmente se o fluxo for muito intenso), que pode intensificar um quadro de deficiência de ferro (mineral que também é fundamental para o crescimento dos cabelos).

Se o caso for brando, pode ser que um reforço na alimentação consiga aumentar os níveis de ferro e reduzir a queda dos fios. Nos quadros mais severos, é interessante conversar com um médico (ginecologista ou endocrinologista) e avaliar se os níveis hormonais estão dentro do normal. Irregularidades no ciclo menstrual podem ser um sintoma da síndrome do ovário policístico, que também pode estar relacionada à queda de cabelo.

Síndrome do ovário policístico

Uma das características da síndrome do ovário policístico é a produção de hormônios androgênicos em níveis maiores que o normal. Alguns desses hormônios estão associados à alopecia androgenética (que causa a maioria dos casos de calvície), e podem favorecer a queda de cabelos.

Outros sintomas comuns são acne, hirsutismo (desenvolvimento acentuado de pelos no corpo), ganho de peso e irregularidades menstruais. Se você suspeita que pode ser esse o seu caso, procure um ginecologista. Assim que o diagnóstico for confirmado e a síndrome for tratada, a queda de cabelos deve ser resolvida.

Em alguns casos a síndrome do ovário policístico pode estar associada a outros problemas, como diabetes, hipertensão, hipotireoidismo, psoríase e transtornos alimentares. Como essas ocorrências também têm relação com a queda de cabelo, vale investigar se alguma delas pode ser a real causadora do problema.

Anticoncepcionais

As pílulas anticoncepcionais têm combinações diferentes de hormônios que inibem a ovulação, e podem provocar a queda de cabelos por várias razões.

Em algumas pessoas isso acontece como uma reação ao medicamento (da mesma forma que é observado com outros remédios). Em outros casos é o perfil hormonal da pílula que afeta os cabelos. Acredita-se que as fórmulas com predominância de progesterona podem estimular a manifestação da alopecia androgenética se a pessoa já tiver tendência. Já as pílulas com maior proporção de estrógeno podem ter o efeito contrário: proteger o cabelo da queda e incentivar o seu crescimento. Nesse caso, é possível que haja queda de cabelo quando o uso da pílula é interrompido.

A decisão de tomar pílulas anticoncepcionais deve ser discutida com o seu ginecologista e baseada em diversos outros fatores (nunca pensando apenas nos cabelos). Em alguns casos a queda só acontece quando o tratamento está sendo iniciado ou terminado, e depois se resolve normalmente. Se o seu quadro for mais persistente, vale conversar com o seu médico e avaliar a possibilidade de trocar de pílula ou adotar outros tratamentos.

Um alerta importante: a combinação entre anticoncepcionais e cigarro, além de piorar ainda mais a queda de cabelos, também eleva o risco de trombose e derrame cerebral dht queda de cabelo

22- Gravidez

Na maioria dos casos, a gravidez faz muito bem para o cabelo (a queda de cabelo é mais comum no período pós parto). Os hormônios que ficam exaltados durante a gestação tendem a deixar os fios mais densos e brilhantes, fazendo com que eles caiam menos que o normal. Mas algumas mulheres observam o efeito contrário, perdendo mais cabelo durante a gravidez.

Isso pode ser tanto uma reação do organismo às mudanças geradas pela gravidez quanto a manifestação de algum outro problema, como alguma deficiência nutricional. É possível que a montanha russa hormonal da gestação interfira na manifestação de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, condições que podem levar à fragilização e queda dos cabelos. A ocorrência de diabetes gestacional também pode ter a ver com o problema.

O ideal é procurar o seu médico e eliminar as suspeitas. Ele deve orientar caso haja necessidade de tratar alguma doença ou de fazer adaptações na alimentação (incluindo o uso de suplementos). Caso a queda de cabelo não esteja relacionada a esses fatores, o ideal é aguardar e observar se o quadro irá se normalizar após a gravidez e o período pós parto (o que costuma acontecer na maioria das vezes).

Pós parto

Uma gravidez é sempre uma revolução no corpo da mulher, e o organismo leva um tempo para se recuperar totalmente após o parto. É bastante comum apresentar queda de cabelo nos seis meses após o nascimento do bebê. Trata-se de uma reação normal do corpo à flutuação hormonal associada à gravidez, que tende a se resolver normalmente depois deste período.

O que muitas mulheres observam como queda de cabelo pós parto é, na verdade, apenas o cabelo voltando ao normal depois da gravidez (período em que os fios costumam ficar mais densos e cair menos que o comum). Porém, em alguns casos pode haver surgimento de hipotireoidismo e hipertireoidismo pós parto, que podem enfraquecer e acentuar a queda dos cabelos. Procure o seu médico para tirar a dúvida e realizar o tratamento, se for necessário.

A amamentação não tem nenhuma relação com a dht queda de cabelo, mas como a produção de leite exige vários nutrientes do corpo da mãe, é fundamental ter uma alimentação rica e balanceada para evitar qualquer deficiência nutricional (que pode prejudicar tanto a qualidade do leite quanto a saúde da mãe – o que também pode interferir na perda de cabelos).

Menopausa

Acredita-se que as mulheres manifestam a alopecia androgenética mais tarde que os homens porque os hormônios femininos protegem os folículos da ação do DHT (hormônio que provoca a calvície). Como a produção desses hormônios é reduzida a partir da menopausa, os fios podem ficar mais vulneráveis à queda.

A terapia de reposição hormonal pode ajudar a evitar esse efeito, mas é uma opção que deve ser considerada com o seu médico pesando todos os fatores relacionados à sua saúde (e não apenas à queda de cabelo). Outras alternativas são os diversos tratamentos disponíveis para a alopecia androgenética feminina (clique aqui para saber mais sobre eles).